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‘Vai que Cola’: Cacau Protásio diz que não tem ‘poder de demitir ninguém’ após saída de roteirista

Atriz se pronunciou sobre demissão de André Gabeh, que alega ter sido desligado do programa de forma ‘injusta’; Multishow diz que vai investigar supostas situações de abuso

Foto: Juliana Coutinho/Globo/Divulgação

A atriz Cacau Protásio, que vive Terezinha no programa Vai que Cola, do canal Multishow, se pronunciou sobre a demissão do roteirista André Gabeh. O autor alega ter sido desligado da equipe da série de forma “injusta”.

O caso veio a público na última quarta-feira, 23, quando outros roteiristas da atração se posicionaram contra a demissão do autor e apontaram para uma possível interferência dos atores, conforme nota divulgada pela Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA).

A organização citou uma “cultura de medo e opressão” em ambientes do mercado audiovisual e afirmou que é “inadmissível que um local de trabalho se torne um local de perseguição e de violência psicológica por parte de outros colegas”.

Já nesta quinta, 24, Cacau fez uma publicação no Instagram em que alegou não ter “poder de demitir e nem de admitir ninguém”, já que é apenas uma funcionária e, segundo ela, essas decisões cabem apenas à Rede Globo e ao Multishow.

“Eu jamais ‘tirei’ trabalho de ninguém, pelo contrário, além de atriz, sou empresária e emprego diversos funcionários em minhas lojas. Quem convive comigo sabe o quanto eu respeito e trato todos que estão a minha volta com igualdade, e muito respeito”, afirmou.

Ela ainda disse lamentar “muito pela demissão de qualquer pessoa”, e completou: “Em uma produção, cada peça exerce sua função e seu papel. No caso específico dos roteiros, recebemos antes das gravações e neles não constam os nomes dos autores de cada episódio. É normal que ocorram adaptações por parte dos atores, para que possam ficar dentro da nossa embocadura”.

O Multishow informou estar investigando as supostas situações de abuso que teriam acontecido nos bastidores do programa. Em nota enviada ao Estadão na quarta, 23, o canal disse estar “acompanhando atentamente o caso”.

Segundo comunicado, a produtora Fábrica, responsável pela produção do Vai que Cola, e a Globo iniciaram um “processo de escuta” com lideranças criativas, elenco e os roteiristas que haviam denunciado a situação.

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